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Mídia Tática Brasil

Mídia Tática Brasil foi uma ação cultural coletiva que teve por objetivo trazer a diálogo e espalhar o conceito de midia tática dentro do cenário brasileiro de arte eletrônica e ativismo, no qual vários grupos independentes já estavam desenvolvendo projetos. A idéia geral foi provocar um contexto criativo em que a união de iniciativas pudesse não somente impactar culturalmente, mas que ao mesmo tempo refletisse sobre os seus meios de produção e linguagem adotada.

O nome origina-se do festival The Next Five Minutes, que em sua quarta edição, estava ativamente procurando iniciativas semelhantes na América Latina.

Com o tema Comunidades em Rede e Inclusão Digital, o MTB procurou misturar ação política com produção cultural, além de transformar teoria crítica em experiência de prática, celebrando a diversidade cultural de sua organização descentralizada e olhando com novos olhos o horizonte futuro da mídia e da comunicação brasileira.

Sem nenhum tipo de apoio ou recursos disponíveis, contando apenas com a boa vontade e entusiasmo dos participantes, uma rede de trabalho virtual de aproximadamente 315 pessoas foi construida através de uma lista de discussão via web, que por sua vez norteou todo o processo de criação, mobilização e realização do festival.

Os grupos envolvidos eram bem diferentes entre si: suas ações, criações e áreas de atuação. Variando entre iniciativas de base para a inclusão digital através do trabalho com computadores reciclados com Linux (Projeto Meta:fora), a video ativismo e VJs orientados politicamente (A Revolução Não Será Televisionada, Bijari), ação direta e pranks (Batukação, Rejeitados e Bicicletadas), mídia independente, produtores de fanzines (Indymedia Brasil, A Cria) e revistas dedicadas à fortificação dos moradores de rua (Ocas), um coletivo de DJs dedicado a raves gratuitas nos subúrbios (Interfusion), artistas que trabalham com intervenção em mídias (Latuff, Formigueiro), um grupo que colhe narrativas de anônimos em São Paulo (Museu da Pessoa) até as políticas públicas e privadas representadas pelos Telecentros, Internet Livre (SESC) e quiosques digitais do Online Cidadão (SENAC). Com a exceção de um grupo de ativistas de mídia de Fortaleza (Anomia) e artistas e teóricos do Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia e estado do Amapá, a maioria dos participantes era da cidade de São Paulo. Isto, por uma questão de localização, mais do que afinidade, já que a lista de discussão via web continuou fazendo a interação com o resto dos grupos que não puderam vir a São Paulo.

Com um espaço livre e não-mediado de liberdade para desenvolverem quaisquer projetos nas suas mais variadas manifestações, visou-se traduzir o vasto campo de atuação dos conceitos, assim como a diversidade de suas práticas atuais. A própria reprodução do formato original do holandês N5M, inédito no Brasil, alimentou essa diversidade, combinando debates, workshops, eventos e exibição, ao lado de ações, performances e eventos imprevistos.
Uma "ocupação" foi planejada com a confirmação do espaço cedido para a exibição pela Casa das Rosas, ficando mais fácil a negociação com duas instituições vizinhas - Fundação Japão e SESC Paulista, para abrigarem as palestras e debates. Parcerias estratégicas para materiais e equipamento (a maioria emprestados) foram então procuradas. E um documentário, uma revista-poster (apresentando alguns dos conceitos do festival: software livre, inclusão digital, video-ativismo e congestionamento cultural, distribuida gratuitamente), vários vídeos e uma dezena de trabalhos colaborativos foram produzidos, o que tornou o lugar um literal laboratório de experimentações midiáticas. A produção gráfica do festival se dividiu entre os grupos Projeto Sid Moreira, Base V e Atomica.lab. O valor total de tudo isso, mais os 4 dias de festival foram US$ 1.500,00, obtidos através do apoio da editora Conrad Books.

> os 4 dias de festival

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